Guia Atualizado 2026

Subterrâneos do Coliseu:
Guia Completo ao Hipogeu e ao Tour Underground

Desça sob a arena onde gladiadores e feras aguardavam o momento do combate. O hipogeu do Coliseu é um sistema de galerias, gaiolas, alçapões e elevadores que impressionou o mundo por quase dois mil anos. Este é o guia definitivo para compreendê-lo e vivê-lo plenamente.

Portal informativo independente. Não afiliado ao Parque Arqueológico do Coliseu. Os links para as experiências guiadas são links de afiliados.

Subterrâneos do Coliseu: Dados Essenciais 2026

Resumo das principais informações para visitar o hipogeu do Coliseu em 2026
Aspeto Detalhe Notas
Acesso Apenas com tour guiado dedicado Não visitável de forma independente
Duração do tour 2,5 – 3 horas no total ~45-60 min apenas no hipogeu
Tamanho do grupo Máximo 10-20 pessoas Varia por operador; grupos pequenos preferíveis
Disponibilidade Limitada; organização antecipada essencial Alta temporada: até 7-10 dias de antecedência
Requisitos físicos Escadas, corredores estreitos, superfícies irregulares Não adequado a mobilidade reduzida grave
Temperatura 15-18°C durante todo o ano Levar uma camada adicional leve
Fotografia Permitida sem flash Luz reduzida; recomenda-se câmara com bom ISO
Idioma Disponível em italiano e inglês Verificar disponibilidade para outros idiomas

O Hipogeu do Coliseu: História e Origens do Sistema Subterrâneo

Quando o imperador Vespasiano lançou a primeira pedra do Anfiteatro Flaviano por volta do ano 70 d.C., o projeto original não previa os subterrâneos tal como os conhecemos hoje. A estrutura subterrânea que hoje chamamos hipogeu — do grego hypogaion, ou seja, "abaixo da terra" — foi acrescentada numa segunda fase construtiva, sob o reinado do imperador Domiciano, concluída por volta de 80-82 d.C.

Antes da construção do hipogeu, a arena do Coliseu acolhia combates navais (naumaquias): a taça era inundada com água e as batalhas decorriam diretamente sobre a água diante dos espectadores. Com a introdução do sistema subterrâneo, este tipo de espetáculo aquático cessou definitivamente, substituído por um mecanismo de gestão logística dos espetáculos muito mais sofisticado.

Porque foi Construído o Hipogeu

A decisão de construir os subterrâneos respondia a uma necessidade prática e estética ao mesmo tempo. Até então, gladiadores e animais eram conduzidos à arena através do acesso normal, visíveis ao público. Isso comprometia o efeito de surpresa, fundamental para um espetáculo que devia impressionar e maravilhar. Com o hipogeu, tudo podia aparecer de cima, através das alçapões do pavimento da arena, com um efeito cenográfico extraordinário para o público da época.

O imperador Domiciano, conhecido pela sua paixão pelo teatro e pelos espetáculos elaborados, quis que o Coliseu se tornasse um espaço onde engenharia e teatro se fundissem de forma indissolúvel. O hipogeu foi o resultado desta visão: não apenas um depósito subterrâneo, mas uma complexa máquina teatral que transformava a arena num palco capaz de surpreender continuamente.

Vista do hipogeu do Coliseu: as galerias subterrâneas do Anfiteatro Flaviano com os sistemas de elevação visíveis
O hipogeu do Coliseu visto do alto: notam-se claramente as galerias paralelas, as paredes em tijolo e os poços verticais onde eram instalados os elevadores. Uma das estruturas de engenharia mais elaboradas da antiguidade.

A Construção: Técnica e Materiais

O hipogeu foi construído com tijolo romano (opus testaceum), uma técnica que garantia solidez e resistência à humidade. As galerias principais correm em sentido radial e perpendicular, formando uma grelha que reproduz a estrutura de toda a elipse do Coliseu. Dois corredores principais atravessam o hipogeu de leste a oeste e de norte a sul, criando um sistema de navegação interno para o pessoal durante os espetáculos.

Os técnicos romanos resolveram brilhantemente o problema da drenagem: o subsolo daquela zona de Roma estava sujeito às cheias do Tibre e à humidade dos terrenos pantanosos drenados para construir o Coliseu. O sistema de canalizações subterrâneas foi projetado de modo a que as águas pluviais e residuais escoassem através de condutas próprias para a Cloaca Máxima.

  • Construído sob Domiciano entre 80 e 82 d.C., segunda fase do Anfiteatro Flaviano
  • Superfície total: mais de 1.300 metros quadrados de galerias e celas
  • Dois níveis sobrepostos com galerias paralelas e corredores de ligação
  • Mais de 28 poços de elevação distribuídos ao longo das galerias principais
  • Sistema de drenagem integrado na estrutura das fundações
  • Paredes em tijolo romano de espessura variável, ainda em excelente estado de conservação

O que Se Vê nos Subterrâneos: Túneis, Gaiolas e Mecanismos da Arena

Descer nos subterrâneos do Coliseu significa entrar literalmente nos bastidores do espetáculo mais famoso do mundo antigo. Cada elemento do hipogeu tinha uma função precisa, e compreender essa função permite ver o Coliseu com olhos completamente diferentes. Eis o que se encontra durante a visita guiada ao coliseu subterrâneo.

As Galerias Principais: As Artérias do Subsolo

A primeira coisa que impressiona quando se desce aos subterrâneos é a escala do sistema. As galerias principais, com cerca de 4-5 metros de largura, eram as vias de comunicação principal entre as diferentes áreas operacionais. Durante um dia de espetáculo, centenas de pessoas moviam-se neste labirinto: gladiadores, bestiarii (treinadores de animais), escravos, maquinistas, médicos, funcionários imperiais.

As paredes em tijolo apresentam ainda hoje os sinais do uso intensivo: argolas de ferro para prender os animais, nichos para as tochas de iluminação, sinais de desgaste no pavimento nos percursos mais frequentados. Cada galeria conta a história de milhares de pessoas que por ela passaram em quase quatro séculos de espetáculos.

As Celas dos Gladiadores

Ao longo das galerias abrem-se celas de dimensões variáveis, algumas muito pequenas. Estas celas serviam como espaços de espera para os gladiadores antes da sua vez na arena. Não eram celas de prisão permanente — os gladiadores viviam nas scholae gladiatorum, as escolas-quartéis nas proximidades do Coliseu — mas quartos de espera temporários, semelhantes aos modernos balneários de um estádio, com toda a tensão que isso implicava.

Algumas celas conservam graffiti gravados nas paredes: nomes, figurinhas, sinais que os estudiosos interpretam como mensagens deixadas por gladiadores em espera. O graffito mais antigo identificável remonta ao século I d.C.

As Gaiolas dos Animais: O Sistema dos Recintos

Um dos elementos mais impressionantes dos subterrâneos é o sistema de gaiolas e recintos para os animais exóticos. As venationes — as caçadas de animais na arena — exigiam a gestão de centenas de animais selvagens: leões, tigres, leopardos, ursos, elefantes, rinocerontes, hipopótamos. Animais provenientes de todos os cantos do império romano, das florestas germânicas às savanas africanas.

As gaiolas eram construídas em madeira reforçada com barras de ferro, posicionadas ao longo das galerias laterais. Os recintos maiores podiam conter animais de dimensão considerável. Os restos das estruturas metálicas das fixações são ainda visíveis nas paredes do hipogeu.

Vista interior do Coliseu de cima para o hipogeu: os corredores subterrâneos visíveis abaixo do nível da arena
Vista do interior do Coliseu para baixo: a estrutura do hipogeu é claramente visível sob o nível da arena. As galerias paralelas e os poços dos elevadores são reconhecíveis mesmo do alto.

Os Elevadores: A Tecnologia que Impressionava Roma

O mecanismo mais sofisticado do hipogeu era o sistema de elevadores, chamados pelos estudiosos modernos de capstans ou cabrestos. Ao longo das galerias são ainda visíveis os poços verticais — hoje abertos para cima, em direção à arena — que albergavam estes sistemas de elevação.

Cada elevador consistia num cabrestante horizontal, accionado por quatro homens que caminhavam em círculo empurrando as alavancas radiais. Um sistema de cordas, cabos e contrapesos transferia a força rotacional para cima, elevando as plataformas carregadas com gaiolas ou cenários. O tempo de elevação do ponto de partida até ao nível da arena era de cerca de 30-60 segundos, consoante a carga.

Todo o sistema era extraordinariamente complexo para a época: os 28 elevadores podiam operar simultaneamente, o que significa que num único espetáculo podiam aparecer na arena, quase simultaneamente, dezenas de animais ou gladiadores provenientes do subsolo. O efeito no público era de uma aparição "mágica" — os animais pareciam emergir da própria terra.

As Alçapões: A Interface entre Baixo e Cima

As alçapões eram o elemento final do sistema. Posicionadas no pavimento de madeira da arena, abriam-se para cima com um mecanismo de contrapeso accionado pelos maquinistas no hipogeu. Cada alçapão estava associada a um elevador inferior, criando um percurso direto da gaiola no hipogeu até ao centro da arena.

Os orifícios das alçapões são ainda visíveis no hipogeu, distribuídos ao longo das galerias de forma regular. Os estudiosos identificaram pelo menos 28 posições de alçapões no sistema original, dispostas simetricamente em relação ao eixo longitudinal da arena.

O Sistema de Iluminação e Ventilação

Um aspeto frequentemente negligenciado do hipogeu é o sistema de iluminação e ventilação. Os subterrâneos não tinham janelas para o exterior — estavam, por definição, abaixo do solo. A iluminação era garantida por tochas de cânhamo embebidas em sebo, alojadas em nichos regulares ao longo das paredes. Alguns desses nichos são ainda visíveis durante a visita.

A ventilação era garantida pelos poços verticais dos elevadores, que funcionavam também como condutas de ar. No verão, a diferença de temperatura entre o hipogeu (fresco) e a arena superaquecida (quente) gerava correntes de ar ascendentes que, por mais modestas que fossem, contribuíam para tornar o ambiente subterrâneo respirável mesmo quando estava cheio de pessoas e animais.

Como Funcionavam os Jogos Gladiadores: O Papel dos Subterrâneos

Para compreender verdadeiramente o hipogeu do Coliseu, é necessário imaginá-lo em plena atividade durante um dia de espetáculo. Os ludi — os jogos imperiais — eram eventos que podiam durar dias inteiros e exigiam uma logística comparável à de um grande evento desportivo moderno. Os subterrâneos eram o motor invisível de todo este sistema.

O Dia de Espetáculo: Da Manhã à Arena

O dia de espetáculo no Coliseu começava de manhã cedo com as venationes, as caçadas de animais exóticos. Antes do amanhecer, os bestiarii (os treinadores) desciam aos subterrâneos para preparar os animais: acordá-los, alimentá-los (ou mantê-los com fome consoante o uso previsto), carregá-los para as gaiolas móveis dos elevadores. A logística era precisa e codificada: cada animal tinha uma posição atribuída no hipogeu, e a sequência das aparições na arena era planeada com antecedência.

Quando o espetáculo começava, com o imperador na tribuna e os 50.000 espectadores à espera, os machinistae no hipogeu recebiam o sinal através de um sistema de mensageiros. Nesse momento, os cabrestos eram acionados, as plataformas subiam, as alçapões abriam-se — e a arena enchia-se em poucos segundos de animais ferozes, cenários elaborados ou gladiadores armados.

Os Gladiadores no Hipogeu: A Espera Antes do Combate

Os gladiadores chegavam aos subterrâneos por entradas separadas dos animais, ao longo de galerias dedicadas. A Porta Libitinensis (em nome de Libitina, deusa da morte) era a saída reservada aos mortos, enquanto a Porta Triumphalis era a dos vencedores. Os gladiadores aguardavam o seu momento nas celas, frequentemente acompanhados por músici que tocavam para manter a concentração elevada e acalmar a ansiedade da espera.

A tensão psicológica da espera nos subterrâneos devia ser extraordinária. A proximidade com a morte — a própria e a alheia — era palpável. Os estudiosos que analisaram os restos ósseos encontrados no hipogeu encontraram evidências de cuidados médicos recebidos anteriormente, de dietas particulares (ricas em hidratos de carbono complexos) e de lesões repetidas curadas. Os gladiadores eram atletas profissionais, e o subsolo do Coliseu era os seus bastidores.

O Papel dos Escravos e dos Técnicos

O espetáculo na arena era possível graças ao trabalho invisível de centenas de escravos e técnicos livres no hipogeu. Os operari acionavam os elevadores, os fabri (artesãos) mantinham os mecanismos, os medici prestavam os primeiros socorros aos gladiadores feridos que eram devolvidos ao subsolo. Havia também os responsáveis pelos cenários, que mudavam a disposição da arena entre um ato e outro do espetáculo, frequentemente acrescentando ou removendo elementos decorativos através das alçapões.

O Fim dos Espetáculos e o Abandono do Hipogeu

Os jogos gladiadores cessaram definitivamente em 435 d.C. com o édito do imperador Valentiniano III. As caçadas de animais continuaram ainda por algumas décadas, mas o uso sistemático dos subterrâneos como máquina teatral interrompeu-se. Nos séculos seguintes, o hipogeu foi parcialmente ocupado por artesãos, depois abandonado, depois utilizado como pedreira de materiais de construção. Nos séculos medievais, algumas das galerias foram transformadas em abrigos, capelas e habitações de fortuna.

O Restauro dos Subterrâneos: O Grande Projeto 2013-2023

Durante muitas décadas, os subterrâneos do Coliseu foram acessíveis apenas a estudiosos e técnicos. O acesso ao público era limitado ou completamente impossível: a humidade, a presença de resíduos acumulados ao longo dos séculos e a fragilidade estrutural de algumas galerias tornavam o hipogeu um ambiente não seguro para os visitantes. A mudança radical aconteceu graças a um investimento extraordinário que revolucionou a fruição pública desta parte do monumento.

A Contribuição da Tod's: 25 Milhões de Euros

Em 2011, Diego Della Valle, fundador do grupo Tod's, assinou com o Ministério da Cultura italiano um acordo de mecenato cultural sem precedentes: 25 milhões de euros para o restauro do Coliseu, com uma parte significativa destinada precisamente aos subterrâneos. Este trabalho, concluído nas suas fases principais entre 2016 e 2021, transformou radicalmente o hipogeu.

Os trabalhos incluíram: consolidação estrutural das abóbadas e paredes em tijolo, instalação de um novo sistema de drenagem, colocação de pavimentação segura para os visitantes, instalação de iluminação LED que respeita os valores cromáticos da tocha original, e criação de percursos protegidos com corrimões nas áreas mais delicadas. O objetivo era abrir o maior número possível de galerias ao público mantendo intato o carácter autêntico do espaço.

As Novas Áreas Abertas desde 2021

Entre 2021 e 2023, o Parque Arqueológico do Coliseu abriu progressivamente ao público secções do hipogeu que tinham permanecido fechadas durante décadas. Em particular, algumas galerias do segundo nível subterrâneo foram consolidadas e inseridas no percurso visitável. Isto ampliou significativamente a experiência: os visitantes de hoje podem percorrer uma extensão de galerias quase o dobro da de há dez anos.

Um projeto separado, iniciado em 2022, prevê a reconstrução parcial do pavimento de madeira da arena — o piso original em madeira que cobria o hipogeu. Esta reconstrução, numa área de cerca de 3.000 metros quadrados, permitirá no futuro mostrar a arena como aparecia aos olhos do público romano.

Porque os Subterrâneos do Coliseu São a Experiência Mais Exclusiva

Entre todas as experiências disponíveis no Coliseu — e são muitas — o tour dos subterrâneos ocupa uma posição completamente particular. Não se trata simplesmente de "ver mais coisas": a visita ao hipogeu oferece algo qualitativamente diferente em relação à fruição padrão do monumento. Eis porque quem os visita descreve frequentemente a experiência como a mais memorável de toda a viagem a Roma.

O Acesso a Espaços Normalmente Fechados

O dado mais imediato é este: os subterrâneos do Coliseu não são visitáveis de forma independente. Quem entra no Coliseu com o simples título de acesso pode admirá-los do alto — a estrutura do hipogeu é visível do interior do monumento — mas não pode descer. O acesso físico às galerias é possível apenas através de tours guiados com acompanhador, e apenas para grupos de número limitado.

Isto significa que, ao contrário da lotação que caracteriza o Coliseu nas horas de ponta, nos subterrâneos está-se sempre em pouco número. Os corredores estreitos — fascinantes precisamente porque reproduzem as dimensões do original — não permitiriam de qualquer forma fazer "multidão".

O Contacto Direto com a História Operacional

O Coliseu visto do interior — a partir dos níveis padrão — é predominantemente uma arquitetura: arcos, abóbadas, arquibancadas, arcadas. Belíssima, extraordinária, mas fundamentalmente estática. Os subterrâneos são diferentes: aqui percebe-se a dimensão operacional, funcional, "laboral" do monumento. Cada elemento — a gaiola, o nicho para a tocha, o poço do elevador — conta não o monumento como arquitetura, mas o monumento como máquina.

A Perspetiva Invertida sobre a Arena

Há um momento, durante o tour do hipogeu, que quase todos os visitantes recordam como o mais intenso: olhar para cima, para os orifícios das alçapões, e ver o céu — ou o interior do Coliseu — através das mesmas aberturas por onde emergiam gladiadores e animais há dois mil anos. A perspetiva inverte-se completamente: já não se é espectador que olha para a arena de cima, mas encontramo-nos na posição de quem estava em baixo, na sombra, em espera.

Esta inversão do ponto de vista é experiencialmente poderosa. Torna concreto algo que as palavras e as imagens não conseguem transmitir plenamente: a relação entre o visível (a arena, o público, a luz) e o invisível (os técnicos, os escravos, os animais, o mecanismo), entre o espetáculo e a sua preparação.

Informações Práticas para o Tour dos Subterrâneos

Antes de organizar a visita ao hipogeu do Coliseu, leia estes conselhos práticos dos especialistas. Uma boa preparação faz a diferença entre uma experiência memorável e uma decepcionante.

01

Organize a Visita com Antecedência

Os lugares para o tour dos subterrâneos são limitados por definição: os corredores do hipogeu não permitem grandes grupos. Na alta temporada (abril–outubro), os lugares esgotam-se tipicamente com 5-7 dias de antecedência, por vezes mais nos fins de semana e nos períodos festivos. O conselho é organizar a visita ao hipogeu antes de qualquer outro aspeto da viagem a Roma.

Se chegar à cidade sem ter organizado o tour e quiser visitar os subterrâneos, verifique sempre a disponibilidade para os dias seguintes: é raro mas não impossível encontrar lugares livres com 1-2 dias de antecedência nos períodos de época baixa.

02

Tamanho do Grupo: Escolha o Mais Pequeno Possível

Os tours dos subterrâneos estão disponíveis com grupos de dimensões muito variáveis: alguns operadores trabalham com grupos até 20-25 pessoas, outros limitam o grupo a 10-12. A diferença é enorme na experiência concreta: nos corredores estreitos do hipogeu, um grupo numeroso cria filas, impede as explicações do guia e reduz o tempo que cada um pode dedicar à observação dos detalhes.

Se tiver possibilidade de escolher, prefira sempre o tour com o grupo mais pequeno, mesmo que custe ligeiramente mais. A experiência é incomparavelmente melhor.

03

Requisitos Físicos: O que Esperar

A visita aos subterrâneos requer boa mobilidade física. Deverá descer e subir cerca de 30-40 degraus (irregulares e por vezes escorregadios), caminhar cerca de 400-600 metros sobre pavimentação irregular, e percorrer corredores cuja largura mínima é de cerca de 1,2 metros. Em alguns pontos o teto é baixo (cerca de 2 metros): não é um problema para a maioria das pessoas, mas requer atenção.

A temperatura no hipogeu é cerca de 15-18°C durante todo o ano: no verão, passar da arena quente para os corredores frescos pode ser agradável mas também causa de constipações. Leve sempre uma camada leve adicional na mochila, mesmo em julho.

04

Fotografia no Hipogeu

A fotografia sem flash é permitida. A iluminação no hipogeu é gerida com LEDs de luz quente, suficientemente eficaz para fotografias padrão com smartphones modernos. Para melhores resultados, use o modo "noturno" ou aumente manualmente a sensibilidade ISO. Um tripé portátil (sem se separar do guia) pode melhorar muito a qualidade das fotografias nas galerias mais escuras.

Os melhores momentos para fotografar são quando o guia para para explicar: o grupo para, a luz é estável, e tem tempo para compor a fotografia com calma. Os corredores do hipogeu, fotografados em perspetiva, dão resultados visualmente muito fortes.

05

O que Levar Consigo

Para a visita aos subterrâneos, recomendamos levar: sapatos fechados com sola antiderrapante (absolutamente sem sandálias ou saltos), uma camada leve adicional (sweatshirt ou casaco leve), água — mesmo que possa beber antes de entrar, no hipogeu não há bebedouros, documento de identidade válido (obrigatório para o acesso), e a confirmação de reserva (digital ou em papel).

A mochila é permitida mas deve ser transportada à frente nos pontos mais estreitos. As mochilas muito volumosas (mais de 40 litros) podem criar problemas nos corredores e atrasar o grupo.

06

Os Subterrâneos com Crianças e Famílias

Os subterrâneos do Coliseu são acessíveis a crianças, mas com algumas advertências. Para crianças com menos de 8 anos, os corredores estreitos e a escuridão relativa do hipogeu podem ser claustrofóbicos ou assustadores. Antes de reservar, fale com o seu filho e avalie se está pronto para este tipo de ambiente. As crianças mais velhas (10-12 anos) consideram o hipogeu extraordinariamente fascinante: a combinação de história, mistério e mecanismos captura imediatamente a sua imaginação.

Algumas experiências guiadas são especificamente concebidas para famílias com crianças, com narrações adaptadas à idade. Verifique esta opção no momento da reserva.

Complete a Sua Visita ao Coliseu

Os subterrâneos são apenas uma parte da experiência do Coliseu. Explore os nossos outros guias para organizar a visita perfeita ao monumento mais famoso do mundo.

Perguntas Frequentes sobre os Subterrâneos do Coliseu

Respostas claras e atualizadas às perguntas mais comuns sobre o hipogeu e o tour underground do Coliseu de Roma.

O que são os subterrâneos do Coliseu?

Os subterrâneos do Coliseu, conhecidos como hipogeu (do grego "abaixo da terra"), são o sistema de galerias e corredores construído sob o piso da arena do Anfiteatro Flaviano. Completado sob o imperador Domiciano por volta de 80-82 d.C., o hipogeu cobre mais de 1.300 metros quadrados e desenvolvia-se em dois níveis. Aqui eram geridos gladiadores, animais exóticos, cenários teatrais e os mecanismos de elevação que faziam tudo chegar à arena através das alçapões no pavimento. É considerada uma das estruturas de engenharia mais sofisticadas da antiguidade romana.

Como se acede aos subterrâneos do Coliseu?

O acesso aos subterrâneos do Coliseu é feito exclusivamente através de tours guiados com acompanhador especializado. Não é possível visitar o hipogeu de forma independente. A área está reservada a visitantes no âmbito de experiências dedicadas com grupos de número limitado. É necessário organizar a participação com antecedência, pois os lugares são limitados e esgotam-se rapidamente na alta temporada.

Quanto dura o tour dos subterrâneos do Coliseu?

O tour dos subterrâneos do Coliseu dura em média 2,5-3 horas no total, incluindo tanto a visita ao hipogeu como os níveis padrão do monumento. A parte dedicada especificamente aos subterrâneos ocupa cerca de 45-60 minutos. A duração pode variar consoante o tour escolhido e o número de participantes. Algumas experiências incluem também o acesso ao piso da arena, alargando a visita até 3-3,5 horas totais.

Existem requisitos físicos para visitar os subterrâneos?

Sim, a visita requer boa mobilidade física. Os visitantes devem descer e subir escadas (cerca de 30-40 degraus irregulares), percorrer corredores estreitos (largura mínima cerca de 1,2 metros) e caminhar sobre superfícies irregulares com pouca luz. A temperatura no hipogeu é cerca de 15-18°C durante todo o ano: recomendamos uma camada leve adicional mesmo no verão. O acesso não é adequado para pessoas em cadeira de rodas ou com mobilidade muito reduzida. Crianças pequenas (com menos de 6-8 anos) podem achar o ambiente claustrofóbico.

O que se vê nos subterrâneos do Coliseu?

Nos subterrâneos podem ver-se: as galerias principais em tijolo romano, as celas onde aguardavam os gladiadores, as gaiolas para os animais exóticos (leões, tigres, ursos, elefantes), os poços e mecanismos dos elevadores (capstans), os orifícios das alçapões através dos quais as gaiolas subiam para a arena, as canalizações de drenagem, e os restos de roldanas e cordas. Durante os recentes restauros foram também encontrados utensílios, ossos de animais e graffiti deixados pelos gladiadores.

Quando foram restaurados os subterrâneos do Coliseu?

Os subterrâneos sofreram importantes intervenções de restauro entre 2013 e 2023, financiadas em parte pela fundação Tod's (Diego Della Valle) com uma contribuição de 25 milhões de euros. Os trabalhos incluíram consolidação estrutural, novo sistema de drenagem, pavimentação segura para os visitantes e iluminação LED. Entre 2021 e 2023 foram abertas ao público novas secções do hipogeu anteriormente inacessíveis, quase duplicando o percurso visitável em relação a dez anos atrás.

Os subterrâneos do Coliseu são adequados para crianças?

Os subterrâneos são acessíveis a crianças com algumas advertências. Para crianças com menos de 8 anos, os corredores estreitos e a luz reduzida podem ser claustrofóbicos. As crianças entre 10 e 12 anos consideram o hipogeu muito fascinante: a história de gladiadores, animais e mecanismos captura imediatamente a sua atenção. Algumas experiências guiadas são especificamente concebidas para famílias com narração adaptada à idade: verifique esta opção no momento da reserva.

Pronto para Descer nos Subterrâneos do Coliseu?

Os lugares para o tour do hipogeu são limitados e esgotam-se rapidamente. Organize a sua visita aos subterrâneos do Coliseu com antecedência: é a experiência mais exclusiva que Roma pode oferecer-lhe.

Portal informativo independente. Os links para as experiências são links de afiliados com operadores certificados. Sem custos adicionais para o visitante.